A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou, em 29 de outubro, o II Seminário UFRJ Contra Assédio e Discriminação, com o tema “Que UFRJ queremos para as mulheres?”. O encontro reuniu integrantes da comunidade acadêmica para discutir estratégias institucionais de enfrentamento ao assédio moral e sexual, à discriminação e às diferentes formas de violência presentes no ambiente universitário.
Promovido pela Coordenação de Relações Institucionais e Articulações com a Sociedade (Corin), o evento aconteceu no Auditório da Escola de Química, no Centro de Tecnologia (CT), e teve como foco a construção de um ambiente universitário mais seguro, respeitoso e igualitário para estudantes, docentes, servidoras técnico-administrativas e trabalhadoras terceirizadas.
Durante a abertura, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, reforçou o compromisso da Universidade com a agilidade na apuração de denúncias e a garantia de suporte às pessoas que sofrem violência. Também destacou a importância da proteção às testemunhas e da superação de práticas corporativistas que possam dificultar o enfrentamento ao assédio e à discriminação.
A necessidade de respostas institucionais efetivas também foi abordada pela superintendente-geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), Denise Góes, que defendeu o combate ao assédio sem distinções ou favorecimentos. As discussões ressaltaram ainda as barreiras estruturais enfrentadas pelas mulheres, especialmente mulheres negras, na ocupação de espaços de decisão e liderança.
A programação contou com a palestra “Gênero para além do binário: discriminação, diversidade e desafios da Universidade”, ministrada por Márcio Neves, diretor de Gênero e Pertencimento da Sgaada. Também foi realizada a mesa de debates “Mulheres na UFRJ: o que ainda precisamos transformar?”, que reuniu representantes da Universidade e de outras instituições para discutir representatividade, diversidade e os desafios para a construção de relações mais igualitárias.
Entre os pontos destacados esteve a importância de fortalecer a rede integrada de acolhimento da UFRJ, que reúne a Ouvidoria da Mulher, a Ouvidoria-Geral, a Comissão de Ética e setores responsáveis pela atenção ao trabalho e pela apuração de procedimentos disciplinares. O acesso ao acolhimento psicossocial e à orientação institucional não depende da abertura prévia de uma denúncia formal.
O seminário também reforçou a necessidade de ampliar a participação feminina nos espaços de liderança. Dados apresentados durante o encontro apontaram avanços na presença de mulheres em cargos de gestão da Universidade, mas também evidenciaram desafios relacionados à progressão na carreira acadêmica e à ocupação de posições de maior influência na produção científica.
Ao promover o diálogo e a reflexão sobre essas questões, a iniciativa reafirma o compromisso da UFRJ com o enfrentamento às violências, a proteção das vítimas e a construção de uma Universidade mais inclusiva, acolhedora e livre de discriminação.
Como buscar apoio ou denunciar: situações de assédio, violência e discriminação podem ser comunicadas pelo sistema Fala.BR, selecionando a opção “Ouvidoria” e, em seguida, “Denúncia”. A comunidade também pode procurar as instâncias de acolhimento e orientação da UFRJ.
Fonte: Conexão UFRJ.
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